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Por onde anda? Norksan Copacabana

Por Westhon Media02 de julho de 2026 às 08:333 min de leitura
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Tradução gerada automaticamente, pode conter erros.

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O nome Skandi Copacabana tornou-se associado a uma importante fase de navegação de suporte offshore no Brasil.

Antes de operar com esse nome, a nave foi registrada como Copacabana Norskan. Construída em 2005 no Estaleiro Ilha, no Rio de Janeiro, emergiu durante um período de expansão no mercado offshore brasileiro, quando a demanda por embarcações de apoio estava crescendo ao lado do desenvolvimento de atividades de exploração e produção no país.

A nave foi projetada como uma AHTS, uma categoria focada em operações de ancoragem, reboque e suprimentos. Em termos práticos, esse tipo de ativo é usado para rebocar unidades offshore, implantar e recuperar sistemas de ancoragem, e fornecer suporte logístico para operações offshore.

Com aproximadamente 80,5 metros de comprimento, cerca de 18 metros de viga e um peso morto perto de 2.400 toneladas, a embarcação fazia parte de uma geração de navios de apoio offshore construídos para servir um mercado que exigia mais energia, capacidade de convés e recursos operacionais. O projeto UT 722L, a carga de bollard relatada de aproximadamente 206 toneladas e os sistemas de fixação reforçaram este perfil.

Mas a relevância dos Skandi Copacabana não se limita às suas características técnicas. Ela também ajuda a contar parte da evolução do mercado brasileiro de suporte offshore.

Nos anos 2000, o Brasil estava experimentando um ciclo de expansão offshore. A construção de navios no país, a presença de grupos internacionais e a crescente demanda por apoio offshore criaram espaço para uma frota mais robusta e especializada. O então Norskan Copacabana nasceu dentro desse ambiente.

Mais tarde, já como Skandi Copacabana, a embarcação carregava a identidade operacional ligada à Norskan/DOF no Brasil, em um momento em que o grupo mantinha uma presença relevante na navegação de suporte offshore.

A mudança mais relevante veio de 2015.

Naquela época, fundos geridos pela Mantiq Investimentos e Mare Investimentos adquiriram cinco navios de apoio offshore de Norskan Offshore no Brasil. Entre eles estavam os PSVs Skandi Stolmen e Skandi Yare, o OSRV Skandi Leblon, o PSV Skandi Flamengo e o AHTS Skandi Copacabana.

Em 2016, Marlin Navegação foi autorizada pela ANTAQ a operar como companhia de navegação brasileira em navegação de suporte offshore. A partir dessa reestruturação, o Skandi Copacabana tornou-se parte de uma nova configuração corporativa e operacional dentro do mercado brasileiro.

Esse movimento ajuda a explicar uma mudança de fase no setor. Parte da frota construída ou incorporada durante o ciclo de expansão começou a ser reposicionada em um mercado mais seletivo, pressionado por ajustes da frota, renegociações de contratos, mudanças na demanda e maior disciplina operacional entre os armadores.

Hoje, o antigo Skandi Copacabana aparece em registros públicos como Marlin Copacabana, OMI 9283435, sob a bandeira brasileira. A nave continua associada com Marlin Navegação e aparece em publicações recentes como parte da frota operada pelo Grupo Bravante.

O ativo mantém seu perfil AHTS original. Em outras palavras, continua sendo identificado como uma nave de apoio offshore focada em reboque, manutenção de âncoras e apoio logístico. Registros públicos indicam presença recente ao longo da costa brasileira, mas isso por si só não confirma um contrato específico, cliente ou escopo operacional.

No caso do Marlin Copacabana, o interesse reside precisamente na leitura que a embarcação nos permite fazer do mercado. Sua trajetória atravessa diferentes fases do setor offshore brasileiro: construção local, operação sob a marca Skandi, venda para uma nova estrutura corporativa, integração em Marlin e posterior associação operacional com Bravante.

É por isso que escolhemos falar sobre ela. Não só para localizar uma embarcação que mudou de nome, mas para observar, através dela, como o mercado brasileiro de suporte offshore também mudou.

Esta matéria foi produzida pela equipe editorial da Westhon Media para o One Energy News.

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