
Rio-Niterói Ferries: tradição, mobilidade e um novo capítulo
Versão em inglês disponível
Rio–Niterói Ferries: tradition, mobility and a new chapterLer em inglês →Tradução gerada automaticamente, pode conter erros.
É impossível falar sobre transporte de água no Rio de Janeiro sem mencionar as Ferries — o nome popular para as quatro linhas que ligam a cidade ao município vizinho de Niterói.
A rota principal liga a Praça XV, no centro do Rio, a Araribóia, no centro de Niterói, cobrindo 5 km. Usada principalmente por trabalhadores e estudantes, a linha opera diariamente, incluindo feriados, das 5h40 às 23h30, com intervalos médios de 20 minutos.
Além desta travessia, os Ferries também servem o bairro Charitas em Niterói e os bairros Rio de Janeiro da Ilha do Governador e Paquetá. A rota Praça XV-Araribóia tem sido historicamente a mais movimentada, desempenhando um papel fundamental na mobilidade entre as duas cidades – especialmente antes da Ponte Rio-Niterói inaugurada em 1974.
A travessia entre o centro do Rio e Niterói leva uma média de 22 minutos e oferece aos passageiros uma vista privilegiada da Baía de Guanabara, onde plataformas de perfuração e OVS (embarcações de apoio offshore) podem ser vistas operando de perto. As outras rotas podem levar até uma hora, e nem todas operam nos fins de semana e feriados.
Atualmente, 14 naves operam através das quatro linhas, com capacidades variando de 237 a 2.000 passageiros. Detalhes completos estão disponíveis na mesa no final do artigo.
190 Anos de História e um Novo Operador
O transporte de passageiros por embarcações deste tipo completará 190 anos em outubro de 2025. Um ano que também marca uma transição importante. Após 27 anos sob a gestão do CCR Barcas, a concessão foi transferida para Barcas Rio, formada por quatro empresas em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Uma das primeiras medidas da nova operadora foi uma redução significativa nas tarifas. Na principal rota Praça XV-Araribóia, a tarifa custa um máximo de R$ 4,70. Além disso, a operadora prometeu melhorias no ar condicionado da embarcação e manutenção da acessibilidade para pessoas com deficiência (PCDs).
Mobilidade, Sustentabilidade e Turismo
Mais do que simples meio de transporte, as balsas desempenham um papel estratégico na mobilidade urbana. Estudos recentes apontam para uma redução no uso de veículos individuais e um aumento considerável no número de passageiros: aproximadamente 55.000 pessoas usam o serviço todos os dias, em comparação com 45.000 registrados no ano anterior.
Outro destaque é a promoção do ciclismo. As embarcações permitem que os passageiros tragam bicicletas a bordo gratuitamente, servindo como uma extensão natural da infraestrutura de ciclismo existente em ambas as cidades.
Os Ferries também contribuem para o turismo. Todos os dias, visitantes do Brasil e do exterior usam o serviço para explorar a área circundante. As escolas muitas vezes levam os alunos a visitar o centro histórico de Niterói, encorajando o aprendizado através de experiências em primeira mão.
Além disso, as balsas são a única forma de transporte público que liga a ilha Paquetá ao resto do município do Rio de Janeiro. Sem eles, o acesso ao bairro, conhecido por seu valor histórico e turístico, dependeria exclusivamente de embarcações privadas.

WSB
A história das Ferries também se cruza com a da WSB. Alguns de nossos empregados viajam diariamente usando este meio de transporte. Além disso, Pedro Pellegrini, Navio-Intern, trabalhou diretamente com a CODERTE (Road and Terminal Development Company) em estudos técnicos relacionados às operações das Ferries.
Esta matéria foi produzida pela equipe editorial da Westhon Media para o One Energy News.