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Navalshore 2026 abre com novos investimentos de navios e foco na execução

Por Westhon Média19 de agosto de 2026 às 17:035 min de leitura

Tradução gerada automaticamente, pode conter erros.

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O programa de navegação interior da Transpetro de R$ 630 milhões, novas estimativas para o oleoduto de construção naval do Brasil e iniciativas focadas em financiamento, fornecedores e tecnologia estão definindo o tom para a Navalshore 2026 no Rio de Janeiro.

Navalshore 2026 abriu em 18 de agosto no Rio de Janeiro, enquanto a indústria marítima brasileira entra em uma nova fase de investimento.

A 20a edição reúne cerca de 180 expositores e mais de 650 marcas brasileiras e internacionais, com aproximadamente 20.000 visitantes esperados durante o evento de três dias.

A principal discussão deste ano, porém, não é se a construção naval brasileira está se recuperando. Novas ordens já estão entrando no mercado. Atenção está mudando para financiamento, capacidade de fornecedor, tecnologia e a capacidade dos estaleiros brasileiros para executar um crescente gasoduto de projetos.

Transpetro adiciona 36 embarcações ao seu oleoduto.

Um dos principais anúncios da abertura veio da Transpetro.

A subsidiária logística da Petrobras detalhou um investimento de aproximadamente R$ 630 milhões em 18 barcaças e 18 barcos. como parte de sua entrada na navegação interior.

As embarcações estão sendo construídas no Brasil e inicialmente apoiarão o transporte de bunker no Rio de Janeiro, com planos de expandir a operação para Santos e Belém.

O programa adiciona outro segmento de embarcações ao atual novo ciclo de construção brasileiro, que já inclui petroleiros, navios de apoio offshore e outros projetos de renovação da frota.

A Transpetro também usou a Navalshore para discutir sua estratégia de expansão da frota e a adoção de embarcações mais eficientes, automatizadas e de baixa emissão.

Firjan estima R$ 32 bilhões em demanda de navios.

Firjan lançou a sétima edição de Panorama Naval no Rio de Janeiro durante o evento.

Segundo o estudo, o programa Mar Aberto da Petrobras poderia gerar demanda por *96 novos navios até 2032, representando aproximadamente *R$ 32 bilhões em investimento..

O oleoduto inclui 40 navios de apoio offshore, 20 navios de cabotagem, 18 barcaças e 18 barcos.

O estudo também destaca o tamanho da base industrial existente no Rio de Janeiro. O estado concentra 24 dos 49 estaleiros do Brasil e 66.000 dos 181.000 empregos do país relacionados às atividades navais.

Essa capacidade será importante não só para novas construções, mas também para manutenção, reparo, modernização e desativação da frota offshore existente no Brasil.

Fornecedores se aproximam dos compradores.

Desenvolvimento de fornecedores é outra questão central na Navalshore deste ano.

Firjan SENAI e Sebrae estão trazendo potenciais fornecedores em contato direto com equipes de compras da Transpetro, Marinha do Brasil, Estaleiro Mauá e Hanwha Ocean.

A iniciativa enfrenta um desafio prático diante do atual ciclo de expansão. Novas encomendas de navios só criam oportunidades para a indústria local se os fornecedores atenderem aos requisitos técnicos, horários de entrega e condições comerciais.

ABEEMAR e ApexBrasil também lançaram Investir no Brasil – Construção naval & Lá fora., um programa projetado para atrair investimentos estrangeiros, fabricantes de equipamentos e empresas de tecnologia para os mercados naval e offshore do Brasil.

O interesse internacional já está visível no evento. A participação chinesa aumentou de quatro expositores em 2025 para 19 este ano, refletindo maior interesse no ciclo de investimento marítimo do Brasil.

O financiamento continua sendo uma questão fundamental.

O Fundo Marinho Merchant, FMM, está novamente se tornando central para a construção naval brasileira.

Durante a Navalshore, o governo federal revelou que está avaliando medidas para reduzir as taxas de juros de financiamento da FMM denominadas em reais.

A discussão é relevante porque a capacidade do estaleiro depende mais do que a infraestrutura física.

Proprietários e construtores precisam de financiamento competitivo, garantias e capital de giro durante toda a construção. À medida que os pedidos aumentam, o custo e a disponibilidade de capital afetarão diretamente a capacidade da indústria de entregar projetos.

Tecnologia entra no próximo ciclo de construção.

Os fornecedores de tecnologia também estão usando Navalshore para apresentar soluções para a próxima geração de embarcações brasileiras.

Eficiência de propulsão, eletrificação, automação, baterias, sistemas de monitoramento e manutenção preditiva estão entre as principais tecnologias discutidas em toda a exposição.

Sotreq está apresentando sistemas de propulsão naval, baterias, componentes remanufaturados e soluções de monitoramento, enquanto outros fornecedores estão focando em motores elétricos, automação e eficiência do ciclo de vida.

Essas tecnologias estão se tornando cada vez mais relevantes, pois os armadores avaliam não só o custo de aquisição e a energia instalada, mas também o consumo de combustível, emissões, requisitos de manutenção e desempenho operacional ao longo da vida de uma embarcação.

O que vem a seguir em Navalshore

O segundo dia do evento avança para a estrutura industrial por trás do atual ciclo de construção naval do Brasil.

A agenda inclui discussões sobre Renaval, reforma tributária e a integração dos fabricantes de equipamentos marítimos brasileiros em novos programas de embarcações.

Encontros de fornecedores com a Transpetro, Marinha do Brasil, Estaleiro Mauá e Hanwha Ocean também estão entrando em discussões diretas com empresas participantes.

ABB Marine & Portos e Transpetro abordarão a próxima geração de navios-tanque, incluindo eletrificação, automação e tecnologias digitais para futuras operações offshore.

O último dia colocará em foco o desmantelamento e a descarbonização marítima, dois mercados que poderiam gerar demanda adicional para empresas brasileiras de engenharia, prestadores de serviços e estaleiros além da construção convencional de embarcações.

A questão agora é a execução.

Navalshore 2026 está ocorrendo em um momento em que a demanda de embarcações no Brasil não é mais teórica.

Novas ordens estão sendo feitas, estaleiros estão recebendo trabalho e operadores estão preparando frotas maiores.

As questões agora são mais específicas: se o financiamento permanecerá competitivo, se os fornecedores podem aumentar, se as novas tecnologias podem ser incorporadas de forma eficiente e se os estaleiros brasileiros podem entregar vários programas dentro do cronograma.

O Brasil tem a exigência.

O próximo teste é execução.

Esta matéria foi produzida pela equipe editorial da Westhon Media para o One Energy News.

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